Programação | Seminário (Des)Fazendo Saberes na Fronteira

Programação

Programação

VI Seminário (Des)Fazendo Saberes na Fronteira · 10, 11 e 12 de novembro de 2026. Clique em cada dia para ver as atividades e, nos minicursos, em “Ler resumo” para conhecer a proposta.

DIA 1 10 de novembro de 2026 · Terça-feira

Manhã

10H PALESTRA DE ABERTURA

Profa. Dra. Marcela Jabbaz Churba

Profa. Dra. Marcela Jabbaz Churba

Doctora en Sociología · Universitat de València (España)

Profesora Titular del Departament de Sociologia i Antropologia Social. Directora de l’Institut Universitari d’Estudis de les Dones. @iuestudidonesuv

Mediação: Profa. Dra. Solange Emilene Berwig (PPGPP/Unipampa)

Ler minicurrículo

En la Universitat de València es directora del Instituto Universitario de Estudios de las Mujeres y del Máster en Género y Políticas de Igualdad. Es Investigadora Principal del grupo de investigación Género y políticas de igualdad en la sociedad contemporánea: investigación y transferencia de conocimientos y Profesora Titular en el Departamento de Sociología y Antropología Social. Ha ejercido como Vicedecana de Igualdad y del Grado de Sociología entre 03/2021 y 03/2024. Fue investigadora de la Carrera del Investigador/a Científico/a y Tecnológico del CONICET de Argentina y profesora de la Universidad de Buenos Aires.

Publicaciones recientes

  • Jabbaz Churba, Marcela y Xelo Sanchís Ridaura (2026). Género y catástrofes: vulnerabilidades e incidencia de las mujeres tras la dana. En Moncusí, Albert y Fernando Esteban: La catástrofe como espejo. La dana de Valencia en clave de vulnerabilidad. IUCIE: Universitat de València. Acceder
  • Jabbaz Churba, Marcela y Mónica Gil Junquero (2025). Brecha salarial de género directa e indirecta. Contribuciones para su medición en la universidad. Revista Española de Investigaciones Sociológicas, 190, 129-146. https://doi.org/10.5477/cis/reis.190.129-146
  • Jabbaz Churba, Marcela (2024). Hacia una ciencia con curvas en Europa. Un nuevo diseño para las trayectorias científicas (pp. 143-164). En Goren y Suárez (eds.), Brechas de género y políticas públicas. Desafíos para la equidad en el trabajo. José C. Paz (Argentina): Edunpaz.
  • Jabbaz Churba, Marcela; Inés Soler Julve; Mónica Gil Junquero y Beatriz Belando Garín (2023). Informes de impacto de género en la normativa universitaria: guía de recomendaciones y buenas prácticas. Xarxa Vives d’Universitats: Universitat Jaume I.
  • Lozano, Claudia y Marcela Jabbaz Churba (2023). La decisión de emigrar o retornar: la percepción de las diferencias entre sistemas científicos en trayectorias científicas internacionales. Revista Iberoamericana de Ciencia, Tecnología y Sociedad. Acceder
  • Jabbaz Churba, Marcela (2023). Las políticas de igualdad en la Unión Europea: fases, perspectivas y agenda. En Bar Cendón, Antonio; Martínez López-Sáez, Mónica (coord.), La Unión Europea ante la crisis: derechos, valores, seguridad y defensa. Madrid: Aranzadi.
  • Jabbaz Churba, Marcela (2023). Brecha salarial de género en la Universitat de València/2021. ISBN 978-84-0950315-5. Acceder

Tarde

14H ÀS 16H MINICURSO VIRTUAL

Hermenêutica jurídica e quilombos: um relato da pesquisa de campo sobre as concepções comunitárias de justiça

Profe. Dr. Gabriel Eidelwein Silveira
Programa de Pós-Graduação em Ciências Humanas da Universidade Federal do Pampa (PPGCH/Unipampa) e Programa de Pós-Graduação em Sociologia da Universidade Federal do Piauí (PPGS/UFPI)

Ma. Tamires Eidelwein
Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (PPGD/URI)

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O minicurso discute a hermenêutica jurídica quilombola a partir de uma pesquisa empírica com comunidades, articulando reflexão teórica e experiências em campo desenvolvidas junto às comunidades quilombolas da Custaneira, no semiárido piauiense, e do Rincão dos Fernandes, no Pampa Gaúcho. Parte-se da crítica à pretensão universalista e abstrata da hermenêutica jurídica moderna para compreender como saberes situados e práticas comunitárias produzem sentidos próprios acerca do direito e da justiça, mobilizando dimensões como ancestralidade, territorialidade, espiritualidade, circularidade, reciprocidade e pertencimento. O minicurso abordará também os desafios metodológicos e epistemológicos da pesquisa de campo com comunidades quilombolas, compreendendo a escuta, a observação participante, o diário de campo e o registro fotográfico não como simples técnicas de coleta, mas como registros das narrativas e reflexões das comunidades sobre sua própria identidade e seus direitos culturais e territoriais. Por meio de exposição dialogada, pretende-se apresentar fundamentos para uma abordagem empírica e contra-hegemônica do direito, a partir dos lugares de fala comunitários, situando os sujeitos quilombolas não apenas como destinatários de direitos, mas como produtores de conhecimento, normatividade e interpretação jurídica, contribuindo para os debates sobre desigualdades sociais, relações étnico-raciais, territorialidades, direitos humanos e produção de saberes no Sul Global.

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14H ÀS 16H MINICURSO VIRTUAL

Programa MigraCiudades Municipalidad de Concordia

Profe. Mariano David Guerrero
Programa MigraCiudades, Municipalidad de Concordia (Entre Ríos, Argentina)

Ler resumen

La presente contribución analiza la institucionalización, implementación y los resultados del Programa MigraCiudades en la Municipalidad de Concordia, Entre Ríos (Argentina), una ciudad de frontera caracterizada por su alta interacción binacional con la ciudad de Salto (República Oriental del Uruguay). En un contexto regional donde los flujos migratorios exigen respuestas territoriales dinámicas, este estudio evalúa cómo un gobierno local puede fortalecer su gobernanza migratoria a través de la articulación multinivel y la cooperación internacional. Metodológicamente, se adopta un enfoque cualicuantitativo basado en la aplicación de la matriz de MigraCiudades (8 dimensiones y 44 indicadores), el relevamiento territorial continuo utilizando la aplicación informática RelevAR junto al Observatorio Municipal, y el análisis político-normativo local. Los resultados revelan la exitosa transición de la dependencia desde un Punto Focal inicial (Decreto 825/2023) hacia la creación orgánica de la Dirección de MigraCiudades (rango de Nivel 1) bajo la órbita de la Secretaría de Gobierno. Demográficamente, se destaca que la ciudad posee una población total de 197.603 habitantes en viviendas particulares (Censo INDEC 2022), de los cuales se registran 2.078 extranjeros nativos de otros países y 19.098 nacidos en otras provincias argentinas. A nivel territorial, el muestreo focalizado de la App RelevAR geolocalizó a 74 personas migrantes sobre 17.539 habitantes relevados en áreas prioritarias, lográndose regularizar de manera efectiva la documentación de 26 ciudadanos de diversas nacionalidades (predominando uruguayos, venezolanos y brasileros) e incorporando emprendedores locales a los proyectos productivos ‘Semilla’ y ‘En Marcha’ cofinanciados por el Fondo de la OIM para el Desarrollo. El estudio concluye que el fortalecimiento de capacidades municipales, apoyado por georreferenciación y alianzas con la OIM y la DNM, consolida una gobernanza local que garantiza una migración segura, ordenada y regular sin comprometer el presupuesto local, operando como un modelo de buenas prácticas replicable para otros municipios de frontera en el MERCOSUR.

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14H ÀS 16H MINICURSO VIRTUAL

Cartografias sociais da fronteira: territórios, saberes socioambientais e desigualdades

Profe. Me. Abraão Jacinto Pereira
Fórum Estadual de Educação do Campo de Roraima (FEEC/RR)

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O minicurso apresenta a cartografia social como abordagem participativa de leitura, representação e problematização dos territórios de fronteira, tomando como referência as relações transfronteiriças entre Bonfim, em Roraima, Brasil, e Lethem, na Região 9 da Guiana. Busca compreender como povos indígenas, comunidades tradicionais, estudantes, educadores e outros sujeitos locais produzem conhecimentos sobre mobilidade, pertencimento, línguas, recursos naturais, conflitos, riscos socioambientais e redes de solidariedade. Em duas horas, as pessoas participantes conhecerão fundamentos da cartografia social, discutirão seus vínculos com as epistemologias do Sul, a educação popular e a justiça socioambiental e experimentarão um protocolo simplificado de mapeamento coletivo em ambiente virtual. A atividade combinará exposição dialogada, leitura crítica de exemplos e elaboração, em pequenos grupos, de esboços cartográficos sobre atores, lugares, fluxos, ameaças e potências do território. Ao final, espera-se que as pessoas participantes sejam capazes de planejar práticas de cartografia social eticamente responsáveis, sensíveis à diversidade cultural e úteis à pesquisa, à educação e à ação comunitária.

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Noite

Programação a ser divulgada em breve.

DIA 2 11 de novembro de 2026 · Quarta-feira

Manhã

Programação a ser divulgada em breve.

Tarde

14H ÀS 16H MINICURSO VIRTUAL

Educação, gênero e psicologia escolar: diálogos necessários para uma educação cidadã

Profa. Dra. Rosangela de Araujo Lima (Rosinha Lima)
Pesquisadora independente

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É preciso instigar uma reflexão sobre o que se entende por inclusão escolar, posto que muito se pensa que a mesma trata tão somente do universo de pessoas que têm algum tipo de deficiência, todavia, é necessário estender essa compreensão para que se problematize outros atores sociais que também são excluídos do processo de escolarização, tais como aqueles e aquelas que não correspondem ao jogo binário das identidades sexuais; neste sentido a atuação do/a psicólogo/a escolar no espaço da Educação, revela-se de vital importância, posto que muitas vezes promoverem uma patologização de sexualidades que não são heteronormativas. Objetivo geral: analisar a contribuição dos estudos de gênero para uma atuação cidadã do/a psicólogo/a escolar com vistas a uma efetiva inclusão escolar. O mesmo justifica-se pela alta incidência de bullying na comunidade escolar com aquelas/es que não se adequam aos padrões impostos pela heteronormatividade, o que provoca exclusão escolar, a qual muitas vezes caracteriza-se pela evasão e fracasso escolar, e a intervenção do/a psicólogo/a escolar nessas situações por vezes deixa a desejar. Se fará uso da pedagogia problematizadora de cunho freiriano com uso de metodologias ativas de modo a viabilizar efetivamente o processo ensino-aprendizagem. Acredita-se que esse minicurso subsidiará pertinentes discussões sobre uma compreensão lato de inclusão escolar.

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14H ÀS 16H MINICURSO VIRTUAL

Ouve o que tu sente!: narrativas decoloniais preparatórias para pesquisas (auto)biográficas

Dra. Izabel Espíndola Barbosa
Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Farroupilha (IFFar – Campus São Borja); Grupo de Estudos e Pesquisas em Educação e Imaginário Social da Universidade Federal de Santa Maria (GEPEIS/UFSM); Associação Brasileira de Pesquisadores Negros (ABPN); Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas (NEABI/IFFar-SB); Coordenação de Ações Afirmativas (IFFar – Campus São Borja)

Ma. Andressa Silveira Vargas
Instituto Federal Farroupilha (IFFar – Campus São Borja); Programa de Pós-Graduação em Educação da Universidade Federal de Santa Maria (PPGE/UFSM); NEABI/IFFar-SB; Coordenação de Ações Afirmativas (IFFar – Campus São Borja); Escola Estadual de Ensino Médio Getúlio Vargas (São Borja/RS)

Grad. Maria Eduarda Loureiro da Rosa
Instituto Federal Farroupilha (IFFar – Campus São Borja); Projeto UMUNTU (IFFar – Campus São Borja)

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Encontro coletivo contra a individualização de processos de escrita hegemônicos: “Las relaciones, las narraciones como lugar de encuentro, es otro lugar común que compartimos. Frente al individualismo hegemónico vigente, fruto del proyecto civilizatorio moderno, basado en una racionalidad técnica y un culto al individuo, la narrativa nos sitúa en el espacio de la colaboración, lo colectivo. Todo relato personal es situado, se ubica en un escenario, en un marco político, cultural, geográfico y ético, que es construido históricamente desde la experiencia narrada y, por tanto, compartida. Nos pensamos y nos narramos colectivamente. Cada relato es nuestro modo de participación en un relato común, diverso y a veces conflictivo, siempre complejo. De ahí nuestra responsabilidad en qué relato hacemos de mundo” (Maria Inés Copelo, 2026, p. 72).

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14H ÀS 16H MINICURSO VIRTUAL

Desobediências jurídicas: Esperança Garcia, Maria Sueli e as reescritas do Direito

Ma. Tamires Eidelwein
Programa de Pós-Graduação em Direito da Universidade Regional Integrada do Alto Uruguai e das Missões (PPGD/URI)

Dra. Natasha Karenina de Sousa Rego
Universidade Estadual do Piauí (UESPI)

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O minicurso discute o epistemicídio e a colonialidade do saber jurídico, problematizando os processos históricos que deslegitimaram saberes produzidos por sujeitos racialmente subalternizados e lhes negaram a condição de produtores e intérpretes legítimos do Direito. A partir da agência de mulheres negras e indígenas na disputa dos sentidos e usos da lei, serão abordadas as trajetórias de Esperança Garcia e Maria Sueli Rodrigues de Sousa como fios condutores para compreender diferentes práticas de apropriação, resistência e reescrita do Direito. A experiência de Esperança Garcia evidencia como mulheres negras, mesmo submetidas à ordem escravista e colonial, mobilizaram suas contradições para reivindicar direitos e afirmar-se como sujeitos jurídicos. O pensamento de Maria Sueli, por sua vez, permite discutir desobediência e acolhimento epistêmicos, crítica ao monismo jurídico e reconhecimento das comunidades como espaços de produção de conhecimento e normatividade. Nesse percurso, comunidade, território, pertencimento, ancestralidade e oralidade serão considerados como dimensões relevantes para outras formas de compreender sujeitos, direitos e justiça. Por meio de exposição dialogada e discussão de textos e experiências, pretende-se reconhecer mulheres negras, indígenas e sujeitos comunitários como sujeitos de conhecimento e de direitos, contribuindo para uma reescrita crítica, antirracista e plural da cultura jurídica brasileira.

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Noite

Programação a ser divulgada em breve.

DIA 3 12 de novembro de 2026 · Quinta-feira

Manhã

Programação a ser divulgada em breve.

Tarde

Programação a ser divulgada em breve.

Noite

19H PALESTRA DE ENCERRAMENTO

Prof. Dr. José Moura

Prof. Dr. José Moura

Universidade Federal de Santa Maria (UFSM)

Professor Associado IV do Departamento de Direito e Professor Permanente do Mestrado em Relações Internacionais (PPGRI/CCSH/UFSM).

Mediação: Profa. Dra. Lisianne Ceolin (PPGPP|PPGCH – Unipampa)

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Graduado em Direito pela Universidade Federal de Santa Maria (1988), é Professor Associado IV do Departamento de Direito, lecionando Direito Ambiental nos Cursos de Bacharelado e Licenciatura em Geografia e Ciências Biológicas; Sociedade e Direito à Cidade, no Curso de Arquitetura e Urbanismo; e Direito e Inserção Social – Eixo Integrador Território. Mestre em Direito pela UNISINOS (2001) e Doutor em Desenvolvimento Regional pela UNISC, fez Estágio no Exterior (sanduíche) com bolsa da CAPES, na Escola de Economia e Gestão da UMINHO (Portugal), na área de Cooperação Transfronteiriça (2009). Foi bolsista CAPES em Pesquisa Pós-Doutoral no Exterior, junto ao Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, no Núcleo Cidades, Culturas e Arquitetura (2014/2015). Coordena Projetos de Pesquisa e Extensão com foco na regularização fundiária de territórios tradicionais, através do GP Antropocen(o)ários e do Núcleo Interdisciplinar de Interação Jurídica Comunitária – Residência (NIIJuC-R), respectivamente. É Professor Permanente do Mestrado em Relações Internacionais (PPGRI/CCSH/UFSM).

Atenção: a programação divulgada possui caráter preliminar e poderá sofrer alterações de horários, participantes, salas, links ou modalidades de realização. Todas as atualizações serão comunicadas pelos canais oficiais do evento.